ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 27/05/2021
Sabe-se que, uma revolução industrial evidenciou a inserção de famílias inteiras, incluindo crianças, no trabalho fabril afim de garantir a essas referências. Essas evidências logo tornado o tema mais relevante em função da clara degradação física e emocional das crianças. Contudo, mesmo considerando a história recente do Brasil percebe-se que o trabalho infantil ainda esta presente. Assim, note-se que crianças e adolescentes permanecem fora de seus direitos plenos.
O Brasil é um dos países com índices altos de exploração infanto juvenil, sendo a classe periférica mais prejudicada. Os reflexos do período escravocrata são sentidos até hoje, negros e pardos são as maiores causadas pelo sistema exploratório atual. Muitos vindo de favelas, são atraídos com proposta de dinheiro fácil nas indústrias ou clubes noturnos sendo retirados das escolas com pretexto de melhores condições para seus familiares. Tornam-se presas fáceis de grandes empresas que visam baixos custos com altos lucros, sendo manipulados pela sociedade, obtendo suas vidas interrompidas por trabalhos que sugam o desejo de futuro melhor.
Contudo, o problema está longe de ser solucionado. Embora o trabalho infantil seja ilegal e pode ser considerado um crime, no Brasil não há fiscalização eficiente quanto à isso. Vale ressaltar que muitas regiões não possuem escolas com uma educação de qualidade, e isso se torna mais um motivo para que algumas famílias priorizem o trabalho do que a educação, não contribui para o desenvolvimento intelectual e social dessas crianças.
Portanto, é claro que novas medidas são necessárias para resolver o impasse, é vital que, crie-se Projetos Culturais e Artísticos, encabeçados por ONGs, afim de oferecer espaço para que crianças e adolescentes possam adquirir habilidades e conhecimento. Ademais, é fundamental a existência de núcleos de apoio e assistência à família e jovens de renda baixa, dando-lhes amparo para garantir direitos referentes a direitos referentes a vida, em conjunto com a ampliação do Peti, ministrado pelo Poder Público como prioridade, para que crianças escapem da condição histórica de exploração e finalmente, não seja necessário a busca por trabalho como único modo de sobreviver.