ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 25/09/2021
Durante a Primeira Revolução Industrial, ocorreu um aumento na demanda por operários nas fábricas, o que acabou acarretando em indivíduos de diversas idades, incluindo crianças. Na contemporaneidade, no Brasil, mais de 1,768 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham em todo o território nacional, segundo o IBGE, o que só confirma a atual situação no país. Diante disso, tal problemática está associada a necessidade que essas crianças têm de ajudar a família que está passando por problemas financeiros, além de ser um dos fatores para a evasão escolar.
Primordialmente, a infância é uma fase que a criança tem de estudar e brincar, mas que é evidente que a falta de estrutura econômica das famílias corrobora para a irrealização dessa ação. Sendo assim, esses jovens são chamados para serem adultos prematuramente, afetando o desenvolvimento na infância do indivíduo, como também no fututo. Aliado a isso, a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, tem como objetivo primordial garantir a proteção desses jovens, onde muitas vezes não é realizado corretamente, sendo, essas crianças, alvos de empresas que veem por meio destas uma mão-de-obra mais barata.
Ademais, com a demanda do trabalho infantil, essas crianças acabam deixando a escola, o que acaba se tornando um dos principais fatores da evasão escolar. Devido a isso, segundo Pitágoras, é essencial que primeiro eduquem os mais jovens para que posteriomente não seja necessário punir os adultos, no futuro. Logo, o trabalho nessa fase da vida faz com que a criança comprometa seu futuro, levando a ser um adulto mais propício de manipulação. Por isso, é imprescindível a ruptura do trabalho infantil, para que não se haja uma população alienada no tempo da geração futura.
Destarte, faz-se mister uma solução para o problema do trabalho infantil. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, que é responsável pela execução de todo o sistema educacional brasileiro, faça por meio de verbas governamentais, cursos profissionalizantes em centros comunitários, totalmente gratuito, direcionado às famílias que têm uma frágil estrutura econômica, a fim de evitar a recorrência de crianças no ramo do trabalho. E com isso, proporcionar reduções nos índices do trabalho infantil.