ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 13/10/2021

Nem todos possuem as mesmas oportunidades, principalmente no Brasil, um país extremamente desigual. O trabalho infantil é uma prática que obriga crianças no mundo do trabalho, na maioria das vezes sem outra opção, elas passam suas infâncias tentando fornecer uma vida melhor às suas famílias, perdendo sua inocência e, gradualmente, a sua felicidade. Por mais injusto que seja, crianças ainda sofrem o racismo e a desigualdade de sexos no trabalho.

Em primeira análise, deve-se apontar o impacto da privatização da infância nessas pessoas. O trabalho impossibilita a convivência com a família e o foco nos estudos, um direito básico. Os poucos que vão à escola muitas vezes nem terminam. Portanto, é muito comum o desenvolvimento de transtornos mentais, como ansiedade, depressão e inseguranças. Segundo o Censo de 2010 do IBGE, 966 mil meninos e meninas entre 06 e 14 anos de idade não têm direito à educação por causa do trabalho infantil.

Ademais, o racismo e a desigualdade de sexos realizada é enormemente ignorada. Meninas pequenas são usadas como empregadas domésticas, cerca de 90% delas não conhecem outra vida. No entanto, quase 65% dos meninos trabalham em áreas de força e risco, como os lixões e ferros-velhos. Ainda existe a diferença de cor, segundo o Sistema Nacional de Indicadores em Direitos Humanos, garotos negros brasileiros estão 5,8% mais inseridos no mercado de trabalho do que brancos, continuando com a cultura escrava, que já deveria estar mais que extinta.

Portanto é de suma importância que medidas imediatas sejam tomadas. Todas crianças devem ter um nível básico de educação, para isso é necessário algum tipo de fornecimento alimentício e material para crianças sem oportunidades, que pode ser fornecido por ONGs ou o próprio governo. Além disso, deve-se levantar o mérito do dia internacional do trabalho infantil, doze de junho, para conscientizar a população e inspirar movimentos caridosos à comunidade e fornecer apoio ao trabalho do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) para um melhor futuro à humanidade.