ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 13/10/2021

Crianças eram usadas como trabalho escravo há séculos. Mesmo depois que a escravidão foi abolida, muitas crianças continuaram a trabalhar nas fazendas. Naquela época, os filhos apenas ajudavam os pais no trabalho de campo, e não realizavam trabalhos exaustivos e repetitivos. O trabalho infantil teve seu auge durante a Revolução Industrial, já que a mudança da área rural para a urbana contribuiu para a utilização do trabalho infantil nas indústrias. Hoje, anos depois do evento, o trabalho infantil ainda é um problema na sociedade, seja no campo ou na cidade. Esta triste mancha social cria uma enorme desigualdade, pois muitas crianças não conseguem conciliar trabalho e escola.

Primeiramente, deve-se apontar que a diminuição do trabalho infantil é uma realidade distante no Brasil. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever da sociedade em geral juntamente com o governo garantir prioritariamente os direitos fundamentais da criança. No entanto, segundo dados coletados pelo UNICEF em São Paulo, de abril a julho de 2020, houve uma intensificação do trabalho infantil, com aumento de 26% entre as famílias entrevistadas em maio, comparadas às entrevistadas em julho.

Além disso, vale ressaltar que segundo dados divulgados pelo IBGE revelam que 3,3 milhões de crianças e adolescentes de cinco a 17 anos trabalham no Brasil. Além da perda de direitos básicos, como o direito ao tempo livre e à educação, diversos acidentes são relatados durante atividades que exigem esforços físicos extremos, que muitas vezes têm impacto permanente na vida da criança. Tem-se como prova disso dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho. Entre 2012 e 2020, foram registrados cerca de 18 mil acidentes de trabalho entre jovens de 14 a 17 anos com vínculo empregatício e, no mesmo período, 46 ​​jovens perderam a vida em decorrência de acidentes de trabalho.

Portanto, é essencial novas medidas para resolver o empecilho. O MEC (Ministério da Educação e Cultura) juntamente com ONGs que visam apurar a problemática deverão ser os principais agentes para que crianças sejam cada vez menos abusadas e obrigadas a trabalhar na época escolar. É fundamental a criação de núcleos de apoio e assistência à família e jovens de baixa renda, dando-lhes amparo para garantir direitos referentes à vida. Além disso, deve-se desenvolver campanhas para conscientizar a população da problemática, por meio das redes sociais ou até mesmo em escolas. Com a finalidade de que no futuro os indivíduos tenham melhores condições de vida no futuro.