ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 23/08/2022

Na época da Revolução Industrial, as crianças aos seus 6 anos de idade eram exploradas para trabalharem em fábricas, onde no início apenas menores de idade dos orfanatos trabalhavam no local, com o passar do tempo outras passaram a seguir o mesmo caminho das demais, mesmo tendo suas famílias elas trabalhavam durante várias horas tendo um salário inferior aos dos adultos, correndo riscos de doenças e até mesmo de morte da mesma forma que todos os outros. E mesmo tendo passado muito tempo desde o ocorrido, vemos que em nosso país o trabalho infantil ainda é algo extremamente frequente e precisamos refletir em como acabar com essa prática.

O trabalho infantil vem crescendo bastante, principalmente no Nordeste, pois é a região onde mais se encontram famílias de baixa renda, as crianças vão para as ruas trabalhar como forma de sobrevivência para ajudar seus respectivos parentes, visto que a desigualdade econômica no Brasil vem sendo algo que deve ser observado e diminuído, em razão de que isso não só afeta as crianças, como também os adultos. O baixo salário e a ausência do mesmo faz com que os pais incentivem seus filhos a entrarem no mercado de trabalho cedo, para que possam ajudá-los a saírem da mizéria em que se encontram, ocasionando o desencanto pela infância e o amadurecimento precose.

A educação têm um papel muito importante na conscientização das famílias, porém ela vem falhando muito na abordagem do tema, por ser um orgão influenciador deve ter mais compromisso com a vida escolar dos seus estudantes, não só trazê-los para frequentar a sala de aula, mas também ajudá-los socialmente na situação em que se encontram.

Todavia, se faz necessário alguns meios de intervenções. O Governo Federal deve gerar empregos e investir em áreas que melhore a situação dos menos favorecidos, visando a diminuição da desigualdade econômica. Já o Ministério da Educação em parceria com a comunidade devem propor condições favoráveis para garantir a permanência dos estudantes nas escolas, ajudando-os a saírem das ruas e consequentemente dos trabalhos, e assim ter a infância deles resgatada.