ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 11/12/2023

Saúde modernista

No livro “Macunaíma”, do autor Mário de Andrade é ressaltado que muita saúva e pouca saúde os males do Brasil são. Entretanto, fora do mundo literário a questão da importância das unidades básicas de saude vem sendo também um grave dilema pouco debatido à sociedade brasiliense, sendo gerado não só por uma histórica elitização da saúde, mas também por uma omissão estatal. Dessa forma, são necessárias medidas intergovernamentais para solucionar o problema no país.

É importante salientar, primeiramente, que a histórica elitização da saúde ainda se faz presente entre a contemporaneidade. Durante o período colonial o acesso igulitário não era acessível, tendo em vista que somente uma parte da sociedade como senhores de engenho, comerciantes e cristãos tinham garantias de atenção básicas por terem condições e privilégios financeiros. Analogamente, percebe-se também que, atualmente, somente certa parte da população tem essa garantia aos melhores serviços de atenção primária, na qual torna-se fora da realidade de muitos brasileiros de pagarem por um plano de saúde, gerando dificuldades para a igualdade do acolhimento e tratamentos médicos, tratamento bucal e até mesmo distribuição de medicamentos. Dessa maneira, enquanto somente parte da sociedade tiver privilégios na saúde o país terá sempre cidadãos fragilizados com o próprio corpo.

Ademais, cabe frisar que a omissão estatal promove a desvalorização da saúde pública brasileira. De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6* é assegurado o direito social da saúde. Similarmente, no Brasil, essa prática do Poder Público em garantir o melhor acesso gratuito igualitário não vem sendo potencializado na prática para a sociedade que depende dessas garantias, tornando o SUS e seus três princípios que são universidade, equidade e integridade sem o cumprimento na prática. Desse modo, enquanto o Estado não gerar a realização da teoria constitucional o país terá pouco avanço social e econômico.

Torna-se compreensível, portanto, da utilidade de promover cada vez mais a valorização das unidades básicas de saúde no país. Logo, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pelo busca do bem-estar social- deve criar mais projetos de infraestruturas, a fim de oferecer melhores serviços diversos entre a diversidade comunitária com o apoio do Fundo Nacional de Saúde, para que haja soluções nas negligências estatais, promovendo, assim, mais acesso em todas as regiões do território nacional. Nesse sentido, a nação dará mais importância a saúde pública e a realidade retratada na obra modernista “Macunaíma”, não será mais vista no Brasil.