ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura
Enviada em 10/09/2019
No livro “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury, o governo proíbe os livros para toda população, uma vez que possibilitaria ao indivíduo a capacidade de ser crítico. De maneira similar à realidade, nota-se que o poder de transformação da leitura em nada se difere da distopia, pois a sociedade com livros afugenta das consequências perante a ausência desta. Diante disso, é imprescindível discutir que a leitura desenvolve o senso crítico dos cidadãos, como também é a direcionadora da herança cultural.
Em primeiro plano,observa-se que uma das consequências da leitura é a capacidade de ser crítico perante várias situações. Assim, como demonstra Adorno em sua teoria da Indústria Cultural, a sociedade contemporânea está voltada à tecnologia, sendo suscetível a visão do mundo capitalista, distanciando-se da variedade de informações que somente a leitura oferece. Consoante, esse distanciamento acarreta em uma sociedade alienada e desprovida de conhecimento como ocorre com os personagens de Ray Bradbury.
Em segundo plano, sabe-se que a leitura é o principal veículo de transmissão da herança cultural. Portanto, por meio de diversos materiais da leitura as crianças passam a conhecer e respeitar as diferenças culturais, políticas e éticas existentes como base para a construção de uma sociedade democrática e plural. Por esse viés, as escolas têm o importante papel na formação literária do indivíduo, para que haja, assim o hábito da imaginação, criatividade e respeito proporcionados pelos livros.
Em suma, fica evidente que o poder da leitura transforma a sociedade. Logo, é mister a união entre o Governo Federal e o MEC afim de capacitar os professores para transmitir aos alunos a importância da leitura -uma vez que eles são os mediadores de conhecimento. Por conseguinte, é imprescindível o uso do letramento digital pois,com ele, o docente estará transmitindo os perigos tecnológicos na atual conjuntura. Com isso, o indivíduo estará pronto para ser crítico e respeitar as diferenças culturais, distanciando-se da realidade do livro Fahrenheit 451.