ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 17/09/2019

Leitura. Tal substantivo descreve uma prática que exerce poder de transformação no âmbito social vigente. Nada obstante, apesar dos benefícios proporcionados pela mesma, o que se observa atualmente é um sistema educacional desestimulante  no que desrespeita à leitura, fomentando um grande declínio intelectual dos indivíduos. Dessa forma, urge a necessidade de uma análise objetivando retirar tais mazelas sociais.

Mormente, cabe ressair uma educação deficitária a qual inibi o poder da leitura quanto à sociedade. De acordo com Rubens Alves, educador brasileiro, as escolas podem representar asas ou gaiolas, haja vista a possibilidade de proporcionarem voos ou alienação. Em uma analogia ao ideal supracitado, as instituições escolares têm feito papel de gaiolas, uma vez que a falta de incentivo à leitura torna o individuo fraco em questionamentos. Logo, os cidadãos acabam não exercendo disponibilidade de reflexão mediante questões sociais devido o estado alienado em que se encontram.

Outrossim, nessas circunstâncias vale ressaltar a produção de indivíduos exercendo a “menoridade intelectual”—expressão kantiana—. Consoante o filósofo Immanuel Kant, um ser incapaz de servir-se do próprio entendimento sem direção alheia se depara com a “menoridade intelectual”. Em suma, o déficit de leitura é um impulsionador dessa realidade, em razão daqueles que não leem acabarem sendo guiados por mecanismos externos em consequência da falta de conhecimento para se auto servir de direções corretas a serem seguidas.

Portanto, depreende-se a necessidade de medidas focadas em tornar a sociedade o alvo dos dons da leitura. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover ações que introduzam desde cedo a leitura no cotidiano de todos os estudantes, por meio da inclusão de uma disciplina escolar voltada para debates sobre obras literárias, visando não só a leitura mas igualmente ascender o senso crítico na população. Assim, observar-se-ia uma sociedade fora dos padrões kantianos aludidos.