ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 28/04/2020

“Pacato cidadão, eu te chamei a atenção não foi atoa, não”.Esse trecho da música Pacato Cidadão,da banda Skank, pode ser relacionada à falta de costume de leitura entre os brasileiros, principalmente entre os jovens e adolescentes.Esse grupo é,naturalmente, pacato em consumir livros pois,não é estimulado ao notável poder de transformação intelectual e social gerado pela prática regular de leitura. Sendo assim,é notório que medidas devem ser tomadas para influenciar aquela camada da sociedade ao gosto e rotina do ato de ler.

A princípio, a ausência da prática de leitura,pela maior parte da sociedade brasileira,é provada pela atual crise no mercado editorial, que leva a risco de falência grandes livrarias, como Saraiva e Leitura. Diante disso, uma das causas desse fato é que a maioria dos jovens e adolescentes, cidadão capazes de gerar mudanças e influenciar os adultos nessa área, vivem na Era Cibernética e, constantemente,acessam redes sociais, como Instagram e Youtube porém, não encontram conteúdos que os influenciem ás benesses da leitura. Assim, é preciso que os influenciadores digitais sejam contratados para expor conteúdos que inspirem à prática de leitura, visando seu poder transformador.

Além disso, o ato de ler livros gera benefícios intelectuais inegáveis,a exemplo da Teoria de Personalidade Bovarista - usada por psicólogos para explicar atitudes egocêntricas-,criada por Jules Gaultier, após esse ler e estudar o livro “Madame Bovary”,de Gustave Flaubert. Também, ao ler com frequência o leitor desenvolve seu senso interpretativo e flexibiliza seu intelecto para aceitar as diferenças de personalidade e pontos de vista das pessoas do meio em que vive o que, consequentemente, o leva a ter uma melhor convivência com sua comunidade. Desse modo, enquanto não houver um estimulo à leitura os cidadão estarão à margem dessa transformação social, e  daquela intelectual, gerada pela leitura.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para inspirar os brasileiros à leitura, sendo dever do Ministério da Educação - órgão responsável pelo intelecto dos cidadãos- exibir propagandas nas redes sociais, de variados tipos de livros, e comentários estimuladores sobre a importância da leitura. E essa ação será feita por meio da contratação de influenciadores digitais, com alto número de seguidores -por exemplo, Kéfera e Whinderson Nunes- a fim de que os jovens sejam influenciados pelo poder transformador da leitura, pregado por aqueles que tem influencia cibernética sobre eles, e que ao serem influenciados possam, também, influenciar os adultos à ler e dessa forma, todos não serão mais  pacatos cidadãos no que tange ao mundo dos livros.