ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 28/04/2020

Na Idade Média, grande parte da população era analfabeta, e as consequências disso se manifestavam de forma degradante naquela população, por meio do profundo obscurantismo sociopolítico que os assolava. Assim, é pertinente verificar que o hábito da leitura é inerente ao progresso pedagógico de um povo, tanto nos aspectos sociais, como nas condições individuais.

Em primeiro plano, é relevante discutir os benefícios da leitura sob o espectro geral e englobante para um corpo social. O filósofo grego Aristóteles disse que todos os homens tendem, por natureza, ao saber. Infere-se então, que a capacidade de ler deve ser um bem coletivizado, por ser um mecanismo essencial à obtenção de informação, funcionando como uma alavanca social que democratiza o conhecimento.

Em segundo plano, estas conveniências provindas da leitura também podem ser analisadas, além do ângulo social já citado, sob um enfoque pessoal. Na obra “A menina que roubava livros” a personagem Liesel resistia à censura nazista e furtava exemplares para sanar sua sede pelas páginas. Dessa maneira, nota-se que além de uma ferramenta para o coletivo, eles também são uma fonte abundante de conhecimento que afunila sensos críticos e difunde a lucidez.

Diante disso, é notório que a leitura deve ser vista como um investimento social e particular sério, de forma a evitar a realidade medieval mencionada. Primeiramente, deve ser feita a alfabetização de jovens e adultos pelos governos estaduais locais através de programas sociais que também abrangem zonas rurais, a fim de democratizar o ato. Além disso, deve haver o maior incentivo pelo Ministério da Educação, com a criação da disciplina “Leitura e Discussão” em todos os níveis de ensino, a fim de estimular o interesse das massas. Dessa forma, seria alcançável uma realidade na qual todos possam usufruir das prerrogativas do letramento.