ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 30/04/2020

Em conformidade com o político e líder da luta contra o apartheid, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”. Nesse sentido, a leitura, torna-se ferramenta indispensável para instigar uma geração com poder de transformação alicerçada em senso crítico. Entretanto, no Brasil, o hábito dessa prática é deixado de lado, principalmente entre os jovens, futuro do país. Nesse contexto, importa analisarmos as principais causas, consequências e possível medida para atenuar essa situação.

Em primeira análise, tem-se como razão desse fenômeno, a criação do estigma de que a leitura apenas convém para a obtenção de notas escolares, critério este, criado nos primeiros anos do ensino escolar, onde o prazer desse hábito é distanciado pela “obrigação” de ler para a continuidade da vida escolar. Nesse cenário, é inadmissível e lamentável que o deleite da leitura seja afastado da mocidade do país em um ambiente que deveria promover a curiosidade e mudança por meio dessa prática.

Dessa maneira, a ausência da leitura, do senso crítico e formação de uma geração ignorante, caracterizam-se como resultado desse contexto. Nessa perspetiva, segundo pesquisa divulgada pelo site G1, a média de leitura no Brasil, em 2011, é uma das mais baixas do mundo, apenas 1,8 livros por ano. Desse modo, lê-se como nocivo e contraditório o entendimento de que, a atual estrutura educacional do país seja promovedora de uma geração habituada ao conformismo.

Portanto, torna-se evidente a necessidade de se efetivar medidas que desenvolvam o hábito da leitura e consequentemente, seu poder de transformação. Nesse sentido, o Ministério da Educação, como precursor do senso crítico, deve, nos primeiros anos do ensino fundamental, instigar a leitura dos estudantes por meio de gincanas e conversas em roda, onde o educador poderá demonstrar a magia e o prazer da leitura entre o futuro do país. Espera-se, com isso, atenuar essa problemática e caminhar rumo a uma geração com poder de transformação como afirma Nelson Mandela.