ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 29/04/2020

Segundo o roteirista George R.R. Martin, “um leitor vive mil vidas antes de morrer e o homem que nunca lê vive apenas uma”. Tendo isso em vista, a leitura, que tem o poder da transformação, por meio do estímulo ao pensamento crítico e à imaginação, não alcança seu objetivo, devido ao analfabetismo e à falta de incentivo à leitura pelas famílias. Desse modo, faz-se necessária a discussão desse tema.

É inegável que o analfabetismo é fator decisivo para que a leitura não obtenha a influência que deveria ter no Brasil. Diante disso, Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, afirma que os direitos citados na Constituição não são postos em prática pelos agentes públicos. Não diferente disso, a educação é direito assegurado pela Constituição Cidadã. Entretanto, cerca de 13 milhões de pessoas ainda são analfabetas, conforme dados do Ministério da Educação. Com isso, é dever do Governo cumprir com seu dever constitucional para que mais brasileiros possam desfrutar da leitura e seu poder de transformação.

Outrossim, o papel das famílias para que crianças e jovens tenham o hábito de ler é fundamental para sua formação intelectual. Porém, no mundo pós-revolução tecnológica, o individualismo é uma das mudanças comportamentais trazidas por esse processo que, aliado à falta de tempo por parte dos responsáveis, causam a falta de incentivo à leitura. De acordo com o ativista Mahatma Gandhi, “devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”. Logo, é essencial que a sociedade passe a enxergar a educação e a leitura como um meio de mudança.

Portanto, para o filósofo Aristóteles, “todos os homens têm o direito de aprender”. Assim, o Governo deve cumprir com seu dever constitucional e assegurar que todos os cidadãos tenham acesso à educação, por intermédio de projetos incentivadores ao aprendizado, a fim de acabar com o analfabetismo. Ademais, o Ministério da Educação precisa promover campanhas de incentivo à leitura, por meio das mídias, para que as famílias se conscientizem e passem a estimular essa prática cada vez mais.