ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura
Enviada em 30/04/2020
Durante os séculos, com o desenvolvimento humano nos âmbitos sociais, políticos e econômicos, nunca esteve mais claro a extrema necessidade da realização da escrita e, portanto, leitura para a realização de registros. Assim, passou a desempenhar papéis além da necessidade, os quais, através de histórias verídicas ou lúdicas, exercem contribuições fundamentais para um desenvolvimento individual e coletivo , o que gera conhecimento e opiniões , além de ser fundamental para um engrandecimento da criatividade e raciocínio lógico, sendo, portanto, essencial para o processo de formação do indivíduo, mas que, atualmente, acompanha uma parcela mínima da sociedade.
Deste modo, a leitura contribui para inúmeros benefícios ao longo da formação de jovens e adultos, buscando o enriquecimento de vocabulário, cultura e cognição mental. No entanto, segundo dados de 2016, o brasileiro lê, em média, 2.43 livros por ano, fator atrelado ao baixo estímulo à leitura e, portanto, à criticidade do cidadão durante sua formação escolar, período fundamental para a criação de hábitos de leitura.
A partir da leitura, há o encontro de diferentes visões trazidos pelo autor e, desta forma, a possibilidade de criar-se distintas percepções da realidade, o que proporciona o processo civilizatório. É através de tal ferramenta que surge o conhecimento histórico, filosófico e intelectual, em que agrega-se maior voz e participação política do cidadão em sua nação, além de uma democracia mais justa e igualitária, através do desenvolvimento do espírito crítico de um país até então fortemente marcado pela desigualdade e alienação, já que o conhecimento não atinge a todos.
Em 1455, com a invenção da Imprensa pelo inventor alemão Johannes Gutenberg, o ato de ler expandiu-se rapidamente, já que o acesso à informação era realizada de maneira expandida e cotidiana, o que deixava o indivíduo a par dos acontecimentos de sua nação. Contudo, com a globalização e a aceleração das transformações comunicativas e digitais da modernidade, o ato da leitura adquiriu cada vez mais um lugar secundário devido às adaptações comunicativas de áudio e vídeo, as quais não necessitam da prática de leitura.
Com isso, pode-se concluir que a leitura é um instrumento essencial e transformador para um país, capaz de de envolver o cidadão a uma maior criticidade e participação política e democrática. Desta forma, cabe ao Ministério da Educação criar planos educativos e curriculares, de modo a tornar a leitura mais prazerosa ao aluno desde o ensino fundamental a partir de atividades dinâmicas e lúdicas com a leitura, além da construção de bibliotecas e livrarias, de forma a estimular os indivíduos desde cedo a tal hábito e proporcionar um desenvolvimento cognitivo de qualidade a seus cidadãos.