ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura
Enviada em 23/06/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “Triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como principal característica um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a grande ausência do hábito de leitura no cotidiano brasileiro, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nessa perspectiva, seja pela negligência governamental, seja pela falta de mobilização por parte da população, o descaso com a leitura continua, o que exige reflexão urgente.
Em primeira análise, vale ressaltar que o descaso estatal com a educação básica no país mostra-se um desafio na vida das pessoas menos favorecidas economicamente, uma vez que poucos recursos são destinados pelo Estado para melhoria na educação e, por consequência, incentivo à leitura e melhor formação social desses indivíduos. O artigo sexto da Carta Magna afirma ser dever da União garantir educação aos desamparados. Consoante a isso, faz-se mister que o Estado invista, minimamente, em uma educação de qualidade.
Somado a isso, a falta de mobilização da população para cobrar ações do governo, dificulta a execução de melhorias no incentivo à leitura. Segundo o jornalista irlandês George B. Shaw, “O progresso é impossível sem mudanças”. Analogamente, reivindicações da sociedade para incentivar o hábito à leitura dos brasileiros são necessárias para realizações de mudanças nessa área.
Portanto, o precário hábito de leitura no Brasil apresenta barreiras. Para amenizar esse cenário, urge que o Estado invista, por meio de verbas governamentais, em aberturas de mais bibliotecas e escolas, contratação de professores qualificados, promovendo debates em ambientes escolares, a fim de incentivar o hábito de leitura. Espera-se que, em um futuro próximo, haja uma sociedade ciente da importância da leitura e seus valores.