ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura
Enviada em 03/10/2020
Para o filósofo alemão do século XVIII, Immanuel Kant, o homem precisa refletir sobre seus conflitos para atingir sua autonomia. Assim sendo, é indispensável indagar-se sobre a contribuição da leitura para formação social brasileira. Nesse sentido, diante de uma realidade que mescla conflitos nas esferas governamentais e sociais, torna-se relevante construir uma análise crítica e realizar uma possível medida relacionada a esse desafio.
Primeiramente, cabe destacar o papel do governo nas ações que amplie o contato com os livros. Segundo o pensamento do economista britânico Arthur Lewis, a educação deve ser vista como um investimento de retorno garantido, principalmente como fonte de informação e construção social. Portanto, é imprescindível que as instituições educacionais adotem metodologias diversificadas que despertem aos seus discentes o hábito de ler diariamente.
Ademais, é fundamental ressaltar a emancipação intelectual e crítica de uma sociedade. De acordo com o jornal O Globo, 65% dos brasileiros desconhecem os benefícios da leitura fora do âmbito educacional. Sob esse viés, lamentavelmente, percebe-se uma falência de ideologias e perspectivas que confirmam a visão de Kant. Logo, faz-se mister a necessidade de mudanças e reformulação dessa postura governamental e social de forma urgente.
Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Destarte, o Ministério da Educação deve fomentar campanhas que incentive a leitura cotidiana, por meio das mídias digitais, rádios e televisão, com debates, rodas de conversas em escolas, universidades e pontos coletivos. Tais atividades podem ser financiadas através das parcerias público-privadas das indústrias. Espera-se, com isso, ampliar o número de leitores e ofertar melhor qualidade de vida aos brasileiros.