ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 12/12/2020

Para o filósofo alemão do século XVIII, Immanuel Kant, o homem precisa refletir sobre seus conflitos para atingir sua autonomia. Analogamente, é indispensável indagar-se que a leitura para formação social representa um fenômeno a ser enfrentado de forma mais organizada no Brasil. Nesse sentido, diante de uma realidade que mescla obstáculos nas esferas governamentais e sociais, torna-se relevante construir uma crítica e realizar uma possível medida relacionada a esse desafio.

Primeiramente, cabe destacar o papel ineficiente do Governo nas ações que ampliem o contato com os livros. Segundo o economista britânico Arthur Lewis, a educação deve ser vista como investimento de retorno garantido, principalmente a partir da leitura como fonte de informação e construção social. Portanto, é imprescindível que as instituições educacionais adotem metodologias diversificadas que despertem aos seus discentes o hábito de ler diariamente.

Ademais, é fundamental pontual a emancipação intelectual e crítica de uma sociedade. De acordo com o jornal O globo, 65% dos brasileiros desconhecem os benefícios da leitura fora do âmbito educacional. Sob esse cenário, lamentavelmente, percebe-se uma falência de ideologias e perspectivas que confirmam a visão de Kant e Lewis. Logo, faz-se mister a necessidade de reformulação dessa postura governamental e social de forma urgente.

Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Destarte, o Ministério da Educação deve fomentar campanhas que incentivem a leitura cotidiana e apresentem seus benefícios ao longo prazo para o cidadão, por meio das mídias digitais, rádios e televisão, com propagandas, debates, rodas de conversas em escolas e universidades. Tais atividades podem ser financiadas pelas parcerias público-privadas. Espera-se, com isso, ampliar o número de leitores e ofertar melhor qualidade de vida aos brasileiros.