ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 14/01/2021

Em países como Áutria e Japão, o investimento em educação transformou a realidade de seus cidadãos e possibilitou uma melhora na qualidade de vida social. No Brasil, entretanto, a falta de mobilização do Estado tem permitido a diminuição do ato de ler, o que representa uma afronta à prática cidadã. Nesse contexto, convém analisar as principais causas, consequência e possível medida relacionada a esse problema.

De início, o analfabetismo gera o entrave. Segundo a Agência Nacional, cerca de 6% da população brasileira é analfabeta, um rol que afirma o contexto de exclusão e preconceito, pois atinge, sobretudo, negros, mulheres e idosos. Lê-se, portanto, como nociva a percepção de que em uma sociedade gráfica como a brasileira, exista um númeto tão alto de pessoas que não sabem a base da educação escolar.

Ademais, a privação do direito às melhores vagas de emprego é um efeito da ausência de leitura. Se por um lado o letramento ajuda no entendimento sobre cultura, saúde e qualidade de vida; por outro a falta dele dificulta a inclusão no mercado de trabalho, conforme o Jornal CNN Brasil, o que causa a optação por trabalhos informais e fisicamente mais pesados. É, portanto, inaceitável que um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos não garanta o acesso igualitário à oportunidade de desenvolvimento a todos.

Desse modo, é preciso atenuar o empecilho. Para isso, o Governo, responsável por sanar os problemas da população, deve criar cursos gratuitos de educação leitura, por meio de verbas públicas e professores qualificados, para diminuir o número de analfabetos e elevar os índices de leitura na sociedade. Assim, a questão da prática de ler irá melhorar.