ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 01/05/2021

Do período colonial à República Federativa do século XXI, o Brasil se destacou pela acentuada desigualdade social promovida pela elite político-econômica de cada época. Nesse contexto, o poder de transformação da leitura exerce uma influência negativa por meio da manipulação. Diante disso, cabe esclarecer quem e porquê investe nessa prática para evitar o risco de incorrer nela.

Nesse sentido, fica perceptível a motivação dos partidos políticos ao elaborar uma grade curricular escolar paltada na formação ideológica do indivíduo. Dessa maneira, semelhante ao “voto de cabresto” exercido pelos Coronéis na República Oligárquica, as instituições de ensino formam adeptos a um partido político, não em ciência. Isso fica claro no relatório de 2018 do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), no qual, o Brasil encontra-se nas últimas posições em leitura, matemática e ciências, após mais de uma década do Partido dos Trabalhadores (PT) representando a presidência. Logo, fica evidente as táticas indiretas do grupo para se manter no poder, através do controle da capacidade interpretativa do indivíduo.

Em consonância, os empresários influenciam na produção de conteúdo da Indústria midiática, visando o enriquecimento financeiro. Diante desse cenário, os filmes introduzem mudanças comportamentais por associação ao personagem. O ator Leonardo DiCaprio é um exemplo disso, pois encontra-se fumando cigarro em quase todas as suas atuações cinematrográficas: “Titanic”, “A ilha do medo”, “Gatsby”, “O lobo de Wall Street”, etc. Assim, ele conduz o telespectador indiretamente a repetir suas atitudes, realizando o interesse elitista: a compra de produtos.

Fica claro, portanto, que o poder de transformação da leitura oferece risco para o Brasil, uma vez que predomina o interesse pessoal. Sendo assim, o Ministério da Educação poderia reformular a grade curricular das escolas públicas e privadas por meio de uma reunião na Assembléia Geral das Nações Unidas, conciliando práticas de sucesso em outros países com a demanda nacional, visando melhorar o senso interpretativo e crítico dos alunos. Nesse sentido, espera-se equilibrar a desigualdade entre os detentores de poder com o povo, conduzindo a pátria para um futuro mais justo.