ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 07/05/2021

Ao ler narrativas sobre tipos de classes sociais, etnias e perspectivas distintas, o leitor atua sua capacidade de respeito com outros posicionamentos e pontos de vista, e se cobrar no lugar do outro. A escritora Chimamanda Adichie, ativista dos direitos das mulheres e dos negros, fala sobre o poder da literatura no entendimento da alteridade na sua pelestra “Os perigos de uma história única”. Sendo assim, fica claro que o hábito de ler é uma questão de cidadania.

É importante alegar, que os livros não são próprios de desempenharem seu papel transformador pela falta de estímulo das escolas. As instituições de ensino aplicam currículos obsoletos ao apresentarem uma análise de produções literárias como trabalho obrigatório. Além disso, os colégios não levam em consideração os interesses dos educandos ao impuserem que crianças de 14 anos compreendam Machado de Assis, que, embora seja um autor consagrado, não dialoga com os jovens.

Segundo Tzvetan Todorov, “somos todos feitos do que os outros nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam”. Com isso, observa-se o valor das bases para o decorrente interesse pelo costume da leitura. Nessa perspectiva, à importância dos pais influenciarem seus filhos, para conviver com tais hábitos e reproduzi-los. A ajuda do governo também é fundamental, sendo necessário investimentos não só nas estruturas escolares, como na constituição do corpo docente, com o intuito de tornar tais costumes agradáveis, mostrando aos alunos que não é essencial unicamente para passar de ano.

Letícia de Oliveira