ENEM 2006 - O poder de transformação da leitura

Enviada em 13/09/2022

No livro “Aprendendo A Aprender” do autor Pier Luigi Piazzi, é retratado a importância que a leitura tem na inteligência. A narrativa revela por fatos e dados estatísticos, que a leitura é a única forma de subir a “escada da inteligência”, tendo o QI, quociente de inteligência, como uma forma de avaliar a inteligência. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos valores dos livros e como a leitura de obras obrigatórias nas escolas brasileiras é inviável.

Em primeiro lugar, é valido ressaltar que o nível da pobreza no Brasil é extremo ao ponto de parte da população não possuir condição financeira para comprar livros. A constituição federal de 1988 em seu artigo 6, data que a educação e um direito inerente a todo cidadão brasileiro. Com essa conjectura, pode ser marcada como uma quebra do “contrato social”, previsto pelo filosofo John Locke, já que o estado não garante que os cidadãos não desfrutem de direitos indispensáveis.

Ademais, é fundamental apontar a inviabilidade da leitura de obras obrigatórias nas escolas brasileiras como um catalisador da não-leitura dos brasileiros. No livro “A menina que roubava livros” trama que se passa na época da Alemanha nazista, a narrativa revela uma jovem que furtava os livros das bibliotecas, pois na época era proibido á leituras de obras que não fossem nazistas. Nesse sentido, o fator da obrigatoriedade tira o poder de escolha inibindo o “brio”, sentimento de capacidade promovido pelo estudo, assim como Clóvis de Barros descreve em sua palestra “TEDX”.

Depreende-se, portanto, a necessidade do poder da transformação da leitura seja disponível a todos. Para isso, e imprescindível que o Ministério da Educação, ofereça livros gratuitamente em formato digital por meio da internet a fim de toda a população ter livre acesso ao conhecimento. Assim, se torna possível a construção de uma sociedade culta onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.