ENEM 2007 - O desafio de se conviver com a diferença

Enviada em 14/09/2020

O seriado americano “Anne with an E”, conta a história de Anne, uma menina ruiva com sardas que sofre discriminação por parte das pessoas residentes em sua comunidade por apenas apresentar características físicas diferentes dos demais. assim como Anne, milhares de pessoas ao redor do mundo lidam diariamente com a rejeição e o preconceito. Essa fato é motivado principalmente pela diferença visual do indivíduo afetado em relação aos demais de onde está inserido, o que gera graves consequências como a marginalização e a exclusão dos “diferentes”.

Vale ressaltar, primeiramente, que a discriminação tem como sua principal raiz a cultura da aversão às diferenças. Uma vez que desde o berço ser humano é ensinado a tratar com estranheza o “não usual”, a sua reação ao lidar com a dessemelhança pode provocar ações abruptas com escárnio e aversão. Por exemplo, de acordo com o portal BBC News, cerca de 88% dos asiáticos residentes no Brasil afirmam ter sofrido alguma forma de preconceito ou foram alvo de piadas com enredos xenofóbicos.

É importante pontuar, secundariamente, que a marginalização e exclusão social são as principais consequências da repulsão as diferenças. Da mesma forma que foi figurada no mito do Narciso ocorre nos dias atuais, onde os seres são capazes de olhar somente para si próprios e não procuram lidar com o que percorre ao seu redor, incluindo a diversidade étnica, cultural e religiosa que decorre ao redor de todo mundo. Por conseguinte, cenários como esse provocam situações parecidas com a retratada na série “Anne with an E”, onde Anne assim como os indivíduos excluídos socialmente tem de lidar com um duro processo de afastamento e privação de atividades em diversos âmbitos da estrutura da sociedade.

Outrossim, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Cidadania em parceria com o Ministério da Educação, promover projetos que induzam a integração social dos indivíduos excluídos socialmente, por meio de palestras ministradas por profissionais qualificados nas instituições de ensino, com o intuito de ensinar a população sobre a importância da tolerância e do respeito. Outrossim, cabe ao Ministério da Justiça enrijecer as leis que punem atos discriminatórios -por intermédio de projetos reformadores- com o objetivo de punir adequadamente os acusados e evitar que crimes como esse multipliquem. Só assim, os desafios de se conviver com a diferença serão superados.