ENEM 2007 - O desafio de se conviver com a diferença

Enviada em 22/09/2020

Por que bonita, se coxa? por que coxa, se bonita?”. A frase de Machado de Assis na obra obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, mostra como é intrínseco os desafios de se conviver com a diferença na sociedade brasileira. De tal maneira que, no contexto da obra o personagem menospreza uma deficiente física. Desse modo, é indispensável discutir-se sobre tais desafios: o preconceito e a ignorância social, que devem ser combatidos.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o preconceito é assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal. Nesse sentido, pode-se mencionar o determinismo social defendido pelo filósofo Friedrich Ratzel “O homem é produto do meio”. Assim, essa imposição do meio condiz com a intolerância, e essa problemática é um impasse adjunto da construção social, marjoritariamente contra um grupo nacional, religioso, ético ou uma deficiência física. Por isso, é necessário combater esses desafio enraizado na sociedade, para que se assegure o direito constitucional de que todos nós somos iguais diante a lei.

Em segundo lugar, é indispensável pontuar a ignorância social como um empecilho ao se conviver com a diferença. Nesse viés, o filósofo prussiano Immanuel Kant afirma que o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, o fato de que o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística(IBGE) mostra que 40% das pessoas com mais de 25 anos não chegaram a concluir etapa da educação básica, e esse fator sem dúvidas reflete à uma sociedade ignorante. Certamente, esse pressuposto é resultado desses problemas advindos da negligência governamental, e precisa ser interferido  e inegavelmente só pode ser desconstruído por meio da educação.

Dessarte, há desafios para se conviver com a diferença na sociedade hodierna brasileira. Por isso, cabe ao ministério da Educação -órgão responsável pela formação de civís- promover campanhas de cunho social por meio de reuniões nas escolas do país. Isso pode ser feito por parcerias com os institutos educacionais de todo o Brasil, aberto a familiares, com a finalidade de democratização de conhecimento acerca dos problemas sociais advindo da aversão ao diferente. E por fim, trabalha-se para um país mais igualitário e um melhor convívio social.