ENEM 2007 - O desafio de se conviver com a diferença

Enviada em 22/09/2020

A banda brasileira Engenheiros do Hawaii, em 1992, lançou uma canção que popularizou-se em todo o Brasil: “Ninguém é Igual a Ninguém”. Tal música reflete sobre a sociedade plural e como é constituída de cidadãos individualistas, ou seja, diferentes em cultura e hábitos. Entretanto, é perceptível que a relutância em estabelecer relações interculturais benéficas acontece há séculos e, no mundo contemporâneo, as pessoas ainda possuem dificuldades em lidar com a singularidade uns dos outros o que, por consequência, contribui para a perpetuação da discriminação.

Cabe mencionar, em primeiro plano, que a dificuldade da sociedade em lidar com as diferenças sociais perpetua-se há séculos o que, por conseguinte, contribui para a intolerância. Em conformidade a isso, deve-se analisar as relações entre os indígenas e os europeus quando estes últimos chegaram no Brasil, em meados de 1500. Pode-se notar que houve um choque cultural muito grande entre os dois povos e, por conta dos costumes divergentes, os portugueses tratavam os nativos como bárbaros, conforme relata o livro “O Povo Brasileiro" de Darcy Ribeiro. Portanto, os colonizadores julgavam-se superiores a todos os outros povos e, consequentemente, buscaram atribuir seus hábitos a eles, tal como a propagação do catolicismo e catequização dos índios.

Vale mencionar, em segunda análise, que a falta de conhecimento e compreensão sobre as diferenças contribui para a criação de preconceitos como racismo, homofobia e intolerância religiosa. Segundo físico Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito". Dessa forma, Einstein reflete que é muito difícil acabar com o desprezo que os seres humanos sentem uns pelos outros, geralmente ligado a dificuldade da convivência entre pessoas com ideias, personalidade e aparência diferentes. Portanto, a vivência em uma “bolha social" sem o conhecimento sobre outra culturas, costumes e ideais são fundamentais para a elaboração do preconceito àquilo que é diferente.      Em suma, é necessário que o Estado tome medidas para que as pessoas saibam lidar com as diferenças sociais sem menosprezar uns aos outros. Portanto, o Governo, por meio de verbas governamentais, deve atuar fortemente em políticas públicas educacionais que tratem destes assuntos, a fim de promover a diminuição desse problema. Dessa forma, o Ministério da Educação deve promover debates e campanhas nas escolas sobre a temática, para que desde cedo os estudantes aprendam a lidar com as diferenças entre os cidadãos que compõem a sociedade. Sendo assim, o preconceito diminuirá na sociedade.