ENEM 2007 - O desafio de se conviver com a diferença

Enviada em 06/01/2021

No filme “Extraordinário”, Auggie, uma criança com uma deficiência facial biológica, é forçado a frequentar a escola, e, lá encontra diversas dificuldades por ter uma aparência diferente dos demais. Dessa forma, em um contexto brasileiro, tal situação não se difere. Assim, por causa de um passado histórico, que ainda está enraizado na sociedade, diversas pessoas são excluídas socialmente, demostrando uma situação alarmante e que necessita de urgente de atenção do Estado.

Em primeiro lugar, a falta de respeito com o diferente tem uma fundamentação histórica, em que há um falsa ideia de hierarquia entre humanos. Com isso, o eurocentrismo, que foi um pensamento etnocêntrico, acreditava que a Europa seria superior a todos os outros povos. Paralelamente a isso, há a ideia que pessoas “normais” são superiores aos os diferentes, criando, assim, um cenário de preconceito e conflitos. Desse modo, é draconianamente necessária a intervenção do Estado.

Em segundo lugar, o maior empecilho para a conivência harmônica com o diferente é a exclusão social sofrida por este. Entretanto, o artigo 5° da Constituição de 1988, instaura a igualdade entre todos, mas na realidade tal artigo não é cumprido. Por isso, a teoria “Cidadania de Papel” de Gilberto Dimenstein é válidada, haja vista que os direitos só são efetivos no papel e não na prática. Em suma, os direitos devem ser executados na prática, e, para isso, o Estado deve intervir.

Configura-se, portanto, como nociva a percepção que o Brasil negligencie os direitos dos cidadãos de forma tão notória. Logo, é dever do Ministério da Cidadania em conjunto com o Ministério da Educação promover o projeto “Ação diferente”. Sendo assim, por meio de rodas de conversas com especialista da área em escolas, as crianças irão respeitar o diferente. Além disso, será necessário realizar enventos em praças públicas com o slogan do projeto e diversas propangadas nas mídias para alertar a população. Espera-se, com isso, que a convivência com o diferente não seja desafiodora.