ENEM 2007 - O desafio de se conviver com a diferença
Enviada em 06/01/2021
Na obra “Teoria da Evolução das Espécies”, do autor Charles Darwin, este afirma que: só os mais aptos são capazes de sobreviver, mas também que a biodiversidade é indispensável para o equilíbrio e a manutenção da vida na Terra. Paralelamente, ao analisar o mais avançado dos animais, isto é, o homem, é notório o persistente impasse para conviver com diferenças sociais em pleno século XXI, no Brasil. Isso acontece porque, ainda, existe um rótulo midiático que preza pela homogenidade das pessoas, bem como é visto a predominância da desigualdade social e, desse modo, a sociedade está distante da aquisição do bem-estar coletivo.
É relevante abordar, primeiramente, que algumas empresas midiáticas disseminam notícias por toda esfera brasileira, podendo usar, em vista disso, informações prontas e tedenciosas, as quais reafirmam a necessidade de se ter um corpo social homogênio, ou seja, sem a existência da diversidades ideológica, cultural e individual. Nesse contexto, o filósofo Jean-Paul Sartre, mediante seu livro: " O Existencialismo é um Humanismo", argumenta que os indivíduos devem possuir a liberdade para escolher o próprio modo de agir, uma vez que não comprometa a vida de outrem. Entretanto, ao analisar a imposição da mídia, é vigente que esse posicionamento estereotipado intensifica a intolerância, os julgamentos imediatos e sem base crítica e, assim, limitam as liberdades e particularidades indivíduais.
Outrossim, destaca-se a desigualdade social, no Brasil, a qual distancia o público cidadão mais vulnerável do acesso a informação digital, e esta é uma eficiente ferramenta de conexão entre as pessoas de culturas diferentes, países diversos e pensamento distintos, por exemplo. Contrariando o celébre pensamento de Zygmunt Bauman sobre a importâcia de zelar pela rigidez nas relações humanas, a modernidade líquida é o mais atual retrato da realidade do país. Nesse sentido, isso significa que se a sociedade está sendo instuída a permanecer com relações superficiais, que dizer, tendo uma limitada analise sobre a necessária diversidade e respeito aos posicionamentos distintos, como consequêcia, ela tende a ser menos democrática e muito igual.
Depreende-se, portanto, que medidas exequíveis são cruciais para estabelecer um convívio saudável com a diferença. Posto isso, urge que o Estado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) estabeleçam ações afirmativas —- como a garantia da igualdade de oportunidades e tratamentos — , por meio dos veículos de comunicação, reforçando o auxílio de protagonismo aos cidadãos, a fim de salientar que cada pessoa tem sua especificidade e que esta não deve ser violada ou reprimida. Assim sendo, talvez, seja possível presenciar a útopica biodiverdade idealizada por Darwin.