ENEM 2007 - O desafio de se conviver com a diferença

Enviada em 30/07/2021

Desde o período pré colonial, bebês que nasciam com deficiência eram mortos pela própria genitora em diversas tribos indígenas brasileiras. Análogo ao contexto dos índios - um dos principais antepassados ​​formadores da nação - esse comportamento de preconceito, discriminação e não aceitação de conviver com diferenças é um desafio que repercute até os dias atuais, haja vista a falta de investimentos do Estado na educação social e a ineficácia de programas que fiscalizem tal problemática.

Em primeiro plano, é fulcral destacar que a falta de investimentos do governo na educação social é um dos pricipais fatores que contribuem para a persistência desse problema. Segundo Monteiro Lobato, o mundo é feito de homens e livros. Sob essa ótica, a falta de investimentos na educação, ou seja, nos livros, principalmente quando se trata do ensino para o agir do indivíduo frente à sociedade, torna impossível a construção de um mundo igualitário, pois, impede que as novas gerações ganhem entendimento sobre a forma com que suas atitudes podem afetar os outros. Desse modo, tal questão corrobora na perpetuação do comportamento ápaticos como o preconceito.

Ademais, é destacável postular a participação da insuficiência dos programas que fiscalizam ações de discriminação no crescimento dos desafios na convivência com o que é diferente aos olhos da sociedade. Conquanto a Declaração dos Direitos Humanos assegure que os Estados devem garantir a igualdade aos cidadãos - independente da condição - isso não está sendo cumprido graças a ineficácia dos planos de investigação aos hábitos abusivos. Diante disso, as pessoas, que graças a carga histórico-cultural - na qual os índios contribuiram - foram criados em ambiêntes de não aceitação às diferenças, se vêm livres para continuar agindo de forma preconceituosa.

Em observação ao descaso do governo e a ineficiência dos programas de fiscalização as ações de aversão às diferenças, é necessária uma intervenção imediata. Para isso, o Ministério da Educação e as escolas públicas devem investir no planejamento de aulas práticas e palestras, que ocorram dentro das salas de aula, sobre ética e moral, com objetivo de consciêntizar os jovens em relação aos comportamentos preconceituosos e os malefícios de agir dessa maneira. E o Ministério de Segurança Pública, junto às instituições de ensino superior, deve bolar um plano para preparar os futuros professores a como identificar, denunciar ou punir ações abusivas entre seus alunos, com objetivo de tornar o mundo isônomo e conscientizado, no qual todos sejam tratados igualmente. Assim, poder-se-á ter uma sociedade com o pensamento diferente ao das tribos indígenas.