ENEM 2007 - O desafio de se conviver com a diferença
Enviada em 12/11/2021
O longa-metragem “Extraordinário” relata a história de Auggie Pullman, um garoto que nasceu com determinada deficiência facial e teve que passar por diversas cirurgias. Mesmo com a aparência diferente dos outros, Auggie estudou regulamente em um colégio norte-americano, onde era vítima de bullying, sofrendo agressões físicas e sendo constantemente excluído pelos seus colegas de turma. Fora da ficção, é notório que a população ainda não aprendeu a lidar com as diferenças comumente geradas pelo individualismo. Logo, por ser interpretada como fundamento à discriminação, a pluralidade humana torna-se um obstáculo à convivência em sociedade.
Em primeira análise, tais atitudes preconceituosas costumam ser impulsionadas pela falta de conhecimento sobre as deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, e, em boa parte, pelo preconceito trazido de casa. Atitudes de desrespeito e preconceito são frequentemente fruto do pensamento da sociedade de antigamente, que condenava pessoas diferentes e as marginalizavam da sociedade. Como exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, pessoas com alguma categoria de deficiência física, retardamento ou doença mental eram executadas pelos nazistas.
Em segunda análise, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, apenas 2 em cada 10 brasileiros admitem ser preconceituosos, apesar de 70% da população admitir já ter feito comentários desrespeitosos antes. Segundo o filósofo August Cury: “O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças”. É preciso que pensamentos e atitudes preconceituosas sejam urgentemente reconhecidas e tratadas para um convívio respeitoso em sociedade. Diante dessa perspectiva, é de suma importância que haja ação governamental para tratar dessa problemática.
Dessa forma, percebe-se que o debate acerca dos desafios da convivência com pessoas diferentes é imprescindível para a construção de uma sociedade mais igualitária. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação crie campanhas nas redes sociais e incentive o debate acerca das diferenças. É de suma importância também, que o Ministério da Educação imponha debates informativos obrigatórios sobre o assunto, reforçando que as diferenças são importantes, porque fazem as pessoas serem únicas. Assim, é esperado que meninos e meninas cresçam conscientes da igualdade e do respeito, buscando sempre incluir cada vez mais as pessoas que antes eram marginalizadas pelas suas diferenças.