ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 24/09/2019

Na obra “O Que Há de Errado Com o Mundo”, o filósofo e escritor inglês G.K. Chesterton, expõe a realidade vivida pela Inglaterra do século XX, mas que se encaixa, perfeitamente, no Brasil do século XXI. Nela o autor diz que “a única forma de falar do mal social é ir direto ao ideal social” e complementa dizendo que “o que há de errado é não solicitarmos o que é certo”. Sob esse viés, é válido analisar o indivíduo frente à ética nacional, a fim de analisar as interferências e consequências no modo de agir da sociedade hodiernamente.

Deve-se pontuar, de início, que o Brasil é conhecido mundo afora por possuir uma gente cordial, gentil e acolhedora. Porém, a realidade mostrada - e vivida - no país coloca em dúvida essa tal cordialidade. Vários casos de corrupção envolvendo os governantes, criminalidade cada vez maior com mais de 60 mil homicídios por ano, segundo dados levantados pela UOL, educação básica de qualidade defasada são alguns exemplos que não corroboram para essa dita cordialidade brasileira, uma vez que isso se reflete no dia a dia da população - sobretudo a mais carente - que sofre com o acolhimento que não veio dos hospitais porque desviou-se as verbas, por exemplo.

Paralelo a isso, é válido ressaltar que a desmoralização ética vivenciada no país ocorre devido a não punição efetiva daqueles que infrigem as leis. Para o psiquiatra e escritor britâncico Theodore Dalrymple, “para que o mal floresça, precisa apenas ter suas barreiras derrubadas”, o médico expõe que retirar a responsabilidade individual dos atos dos indivíduos foi uma das barreiras mais importantes que acabou enfraquecida - ou derrubada - no mundo moderno. Logo, para que a moral nacional seja restabelecida, é preciso acabar com a cultura de impunidade e dispor um código penal mais rígido e eficiente.

Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Como bem disse G. K. Chesterton - filósofo e escritor inglês -, “não é que não há solução, é que não se sabe qual é o problema” tendo, pois, dissertado sobre os problemas referentes à ética nacional, é possível propor medidas para solucioná-lo. Para tal, o Poder Legislativo em sua tríade federal, estadual e municipal deve dispor, junto ao Ministério da Justiça, do enrijecimento e aplicação efetiva das leis concernentes à crimes de corrupção e crimes hediondos. Além disso, o Ministério da Educação deve deliberar de políticas públicas como, por exemplo, incentivar palestras sobre o tema nas escolas, realizados por pedagogos e psicólogos capacitados objetivando a formação de crianças e jovens mais bem orientados.