ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 16/10/2019

Tema: ‘‘O inimigo é o outro?’’

‘‘Toda ação gera uma reação.’’ Essa terceira lei de Newton pode fazer alusão ao processo de inimizar o outro, por ocasionar diversas problemáticas mediante uma prática. Afinal,nesse contexto, fatores como o egocentrismo junto com a falta de afinidade com o próximo implicam preconceito e guerras.           Inicialmente, na história da sociedade atual, percebe-se o quanto existe a execução de apontar o outro como causador de algo, já que o egocentrismo é inerente ao homem. Nesse âmbito, essa análise pode ser refletida a partir do pensamento de Rousseau ao denotar que ‘‘O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.’’,visto que a sociedade impõe um contrato social,ou seja, base de parâmetros para promover bem-estar social e, dessa forma, o indivíduo conta com assistência de seus semelhantes, em que o ser se transforma para conseguir seus próprios interesses e acusa o outro sujeito. Assim, ele não se reflete como agente modificante da ação.

Além disso, nota-se que a dinâmica de criar inimigos também se deve à dificuldade de empatia. Tal análise, para Sérgio Buarque de Holanda, é feita pelo entendimento do oprimido por meio da afinidade com ele. Pois,em tese, indivíduos possuem concepções diferentes,logo, torna-se necessário uma visão ampla com domínio de identidade do semelhante e não de aversão a ele,isto é, ser contrário a adição de adversários por possuir percepções inversas.

Outrossim, é notório que existe o desencadeamento de focalizar oponentes como precursores de uma ação, em virtude disso, guerras e xenofobia são consequências diretas do fato.Nesse cenário, exemplifica-se por intermédio do Holocausto nazista, termo referente ao genocídio dos judeus que foi provocado pelo antissemitismo e busca do espaço vital através de mortes do semelhantes,uma vez que propagava ódio aos judeus.Dessa forma, explica-se que a acusação do outro provoca confrontos entre nações, de fato, esses são provocados por ineficiência do Estado em cumprir os direitos humanos.

Portanto, vê-se que realmente se tem guerras provocadas pela falta de identidade com o próximo. Por conseguinte, torna-se fundamental que o Estado, responsável pelo mantimento da soberania, reforce a legitimidade do poder mediante o cumprimento da Constituição, por meio da percepção dos direitos humanos, a fim de garantir paz social para os indivíduos. Nesse mesmo sentido, é importante que a escola, meio de reflexões e de aprendizagem humana, promovam projetos relacionados à vivência dos educandos, por intermédio de aulas interativas, por intervenção de professores de diversas áreas que tem o domínio da empatia como forma de transmissão com o objetivo de amenizar preconceitos entre seres. Assim, as gerações vindouras desfrutarão de um mundo menos intolerante.