ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 20/10/2019

Para Maquiavel o fim justifica o meio. No entanto, com o fim do absolutismo e a constituição da República, a ética tornou-se, em tese, norteadora das ações do homem. Contudo, essa realidade tem sidp enfraquecida ora pelo “jeitinho brasileiro” que se alastra por todas as esperas sociais, ora pela perpetuação de comportamentos antiéticos pela impunidade.

Em primeiro plano, é fundamental destacar que o modo de vida do brasileiro é baseado em comportamentos que facilitam suas atividades frente às burocracias, caracterizando o jeito brasileiro de resolver os problemas. Nesse sentido, essa característica se alastra por todas as esferas sociais, entre elas, na política. Isto é, esperar que um político seja ético, mesmo que ele não o seja como cidadão é esperar em vão. Desse modo, Montesquieu expressa que a corrupção fracassa qualquer sistema político, assim, uma vez que a falta de ética chega ao senado, o país está fadado a ruína.

Em segundo plano, cabe ainda ressaltar que como na filosofia aristotélica, as experiências constroem conhecimento. Assim sendo, quando uma pessoa vê a imoralidade de outrem impune, torna-se propenso a repeti-la. Dessa forma, Rousseau retrata os primeiros cercamentos como propiciadores das atrocidades humanas, as quais podiam ser evitadas caso alguém reprendesse tal impostor. Analogamente ao filósofo, a falta de ética podia ser evitada se no primeiro sinal de imoralidade, um indivíduo dotado de razão intervisse como diz o filósofo: “não acreditem nesse impostor”.

É imperativo, portando, a desconstrução do jeitinho brasileiro e a construção do homem ético. Assim, cabe às escolas, trabalharem o conceito de ética nas salas de aula, por meio das aulas de sociologia e filosofia, bem como atividade práticas como votação de grêmio estudantil, dessa forma, serão construídos homens e mulheres éticos e instruídos para reconhecer e denunciar meios ilícitos usados para obter qualquer fim.