ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional
Enviada em 01/06/2020
Problemas ambientais, de violência e corrupção assolam o mundo desde o período Neolítico. Contudo, a passividade social diante desses se torna preocupante quando percebe-se que é a força do povo quem lidera o Brasil. Isso, porque é um país democrático e precisa de mais que uma sociedade conformada diante de tais problemas. Nessa ótica, podem surgir consequências alarmantes: a criação de uma “Monarquia camuflada” e a normalização de atrocidades sociais e ambientais.
Em primeiro lugar é importante enfatizar que o silêncio nacional pode trazer conforto aos políticos, pois, não são pressionados pela população para cumprir a democracia. Tal situação pode resultar em uma “Monarquia camuflada”, onde o governo diz ser democrático, mas faz suas vontades de acordo com seus interesses. Outrossim, a famosa frase “são todos corruptos” traz a idéia de falta de opção, quando na verdade, é poder do povo eleger qualquer candidato à presidência entre tantos, bem como, retirá-los a posse.
Na Idade Média, em Esparta, já crianças os espartanos eram levados para o treinamento de guerra, o que, entre outras situações, era naturalizado e conformado pelas famílias; esse cenário era comum pela forte influência do Monarca, que era odiado pelo seu povo. Sob esse viés, é inegável que tal normalização traz efeitos negativos nos setores econômicos, sociais e ambientais do país, visto que essa passividade nacional abre espaço para as vontades do governo, que, muitas das vezes, são corruptos. Sob esse cenário, é evidente a facilidade para ocorrer estado de calamidade pública.
Diante disso, medidas devem ser tomadas para impedir que a noção de democracia seja perdida. O Ministério da Educação junto ao Conselho de Direitos Humanos deve emitir propagandas afim de informar e alertar sobre o poder da voz do povo, de suas manifestações e inconformações, frizando sua importância. Essa intervenção deverá ser transmitida por todos os meios midiáticos, utilizando parte dos salários dos políticos. Dessa maneira, podemos alcançar um Brasil mais consciente em decisões de voto e de aversões à decisões governamentais.