ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional
Enviada em 30/07/2020
Embora a Constituição Federal de 1988 garanta educação à população, é bastante perceptível que, devido ao enorme índice de corrupção no Brasil, as escolas e a qualidade de ensino são precárias. Dessa maneira, as pessoas se revoltam frequentemente em busca de seus direitos. Entretanto, uma parcela da sociedade insiste em tentar manter seus privilégios indevidos, de forma totalmente egoísta.
Primeiramente, o antropólogo sociólogo filósofo francês Edgar Morin dizia que: “a reforma do pensamento significa reforma da educação”. Diante disso, é notório que, investindo no ensino da população, existe a tendência de que, com um maior acesso à informação, haja um menor extravio de verbas no futuro. Contudo, os governantes atuais do Brasil não possuem essa consciência e continuam desviando dinheiro público. Ainda que exista, por parte da sociedade em geral, diversas reclamações sobre corrupção e mentiras no ramo da política, é evidente a existência de ações fraudulentas nas ruas do país que, lamentavelmente, são consideradas normais. Mesmo com a fala do historiador francês Le Goff: “a memória estabelece um vínculo entre as gerações humanas e o tempo histórico que as acompanha”, a população que reside no Brasil nunca tentou abandonar a prática do conhecido “jeitinho brasileiro”. Assim, é clara a propensão desse ciclo não ser realmente finalizado algum dia.
Dessa forma, os governantes devem se conscientizar e cumprir suas promessas eleitorais, como não desviar verbas e realizar investimentos mensais para melhorar a qualidade de vida da população, para que possa existir um maior aproveitamento do dinheiro público. Ademais, a sociedade precisa cobrar melhorias e repensar suas atitudes por meio de análise de comportamento, com o intuito de reduzir todos os tipos de corrupção.