ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 09/09/2020

“O povo assistiu àquilo bestializado”, tal afirmação feita por um pensador em 1889, Aristides Lobo, na programação da República, evidencia como a população, de maneira geral, está a margem das decisões políticas nacionais. Nesse sentindo, o indivíduo frente à ética nacional traz as questões que, em parte a sociedade é alheia as ações governamentais, historicamente, de outro lado, as manifestações na contemporaneidade a respeito da ética na política sobre sucessivos escalados de corrupção conduz novos ares.

Inicialmente, desde a chegada dos portugueses, em 1500, que instalaram no Brasil uma forma de governo centrada na exploração da terra, ao país do século XXI, percebe-se a herança dos governos visando os temais econômicos, não sociais. Sob essa perspectiva, a alienação  da população a respeito das deliberações políticas é dada, exemplificado no pensamento do sociólogo Karl Marx que descreve que o trabalho, atividade produtiva, aliena o homem. Nessa ótica, o geógrafo Milton Santos ratifica tal convicção, pois para ele o indivíduo é alheio ao meio devido a sua visão de separação, uma vez que a sociedade é classificada em seguimentos diversos.

Isso posto, as ondas de manifestações na modernidade trouxeram debates acerca da ética, seja na Primavera Árabe, com  as derrubadas de ditadores a partir de 2010, seja das manifestações no Brasil em 2013. Nesse aspecto, no contexto brasileiro os protestos retrataram a indignação da população frente à ética política, visto os escândalos de corrupção, principalmente com inicio da operação Lava-Jato que expôs uma série de crimes no ambiente público. Entretanto, perdura as transgressões dos entes públicos, em razão da  perpetuação de operações que mostram a continuidade de tais problemas.

Em suma, mudanças nesse cenário são essenciais para uma plena harmonia social. Portanto, cabe ao Poder Legislativo a gênese de aulas educativas, como sociologia e filosofia, em espaços trabalhistas, relativas as questões políticas, por meio de uma lei federal que obrigue o empregador ao comprimento desta. Para fim de solucionar as questões de alienação. Ademais, ao Poder Executivo o investimento nos setores polícias e repressivos para a coibição de peculato, mediante ações definitivas, como mais mecanismos de segurança contra corrupção. Desse modo, gradativamente tais crimes irão diminuir com o tempo e a sociedade será mais politizada, por consequência, um Brasil ético.