ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 07/11/2020

No filme nacional, “O candidato honesto”, o personagem “João Ernesto” figura um político que envolve-se em vários escândalos de corrupção durante seu governo, o que gera um sentimento revolta na população. Nesse sentido, a ficção alude o cenário brasileiro de forma sátira ao por em questão a ética dos representantes nacionais e a descrença dos cidadãos pelo progresso nacional. Posto isso, convém analisar acerca dos efeitos da problemática, os quais estão relacionados às práticas políticas do  “jeitinho brasileiro” para benefício próprio e a ingerência do Poder Público de Justiça.

Primeiramente, é imperioso destacar o histórico índice de corrupção no Brasil,por parte dos representantes políticos, os quais  utilizam de meios ilegais para se manter no poder. Isso porque, para Pierre Bourdieu- ilustre sociólogo moderno- o indivíduo tende à reproduzir e internalizar as características do meio o qual é inserido, fato que corrobora na banalização do “jeitinho brasileiro”. Dessa maneira, consoante ao sociólogo, tais práticas ilegais são passadas para os cidadãos e comprometem a ética do país

Ademais, convém mencionar  a ineficácia do sistema de justiça  brasileiro, que revela um quadro de impunidade mediante à ações ilícitas, tanto por parte dos cidadão quanto do governante. Sob essa ótica, tal situação é antagônica à perspectiva defendida por Augste Comté- socióogo positivista- o qual defende o uso da ordem e do progresso de uma nação. Nesse sentido, uma nação só atingirá seu progresso quando os cidadãos e governantes agirem eticamente.

Destarte, é mister a implantação de uma medida a qual vise mitigar o cenário atual. Portanto, o Ministério da Justiça- responsável pela garantia da ordem- deve impo leis mais eficazes contra impases éticos. Para isso, tal ação deve ser efetuada por meio de incentivos governamentais destinados ao desenvolvimento social,  para fiscalização do setor. Espera-se que com tal medida, o indivíduo possa agir de maneira ética, diferentemente da ficção.