ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 04/12/2020

Na Constituição Federal, de 1988, consta que todos cidadãos tem direito à reivindicação e protesto contra abusos de poder e ilegalidades. No entanto, essa ferramenta não é amplamente usada pelos brasileiros. Pensando nisso, deve-se investigar a falta de interesse político da população e a falta de acesso a informações sobre a administração pública.

Em primeira análise, é notório que grande parte da sociedade não participa ativamente da gestão governamental de uma nação. Haja vista que desde a colonização do Brasil, apenas a nobreza portuguesa geria de forma centralizada o futuro das províncias, silenciando as minorias que até então não tinham liberdade de expressão. Como resultado, foi construído uma cultura de segregação social perante as atividades legislativas.

Por conseguinte, a escassez de canais de transparência sobre gastos públicos e decisões importantes para o desenvolvimento nacional, tem como consequência a alienação. Por analogia, o pensamento do filósofo Karl Marx afirma que “só se transmite àquilo que a classe dominante deseja”, semelhantemente a realidade vivida na República Oligárquica, época em que o maior trunfo dos coronéis era o “voto de cabresto”, prática que consistia em votos de pessoas desinformadas e alheias a importância do  papel crucial que exerciam perante o rumo da coletividade.

Portanto, é evidente que o Estado tome providências para superar o impasse, para que o padrão de comportamento do brasileiro diante à corrupção seja solucionado. Urge que o Supremo Tribunal Federal em parceria com o poder legislativo, faça a elaboração de leis de transparência, por meio de votação na câmara dos deputados a fim de garantir a democratização do conhecimento sobre o tema. Logo, contribuindo com a construção do senso crítico do eleitorado. Somente assim, será possível o exercício dos direitos promulgados na Carta Magna.