ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 12/12/2020

Não é novo que o brasileiro tem sofrido as consequências da noção patrimonialista do poder público e da conduta oportunista que se alastra pela sociedade. Há quem atribua  esses comportamentos a herança da colonização portuguesa. Embora tenham se passado mais de 500 anos, o país ainda se vê diante desses dilemas estagnadores da ordem e do progresso que só a educação, empenhada em formar cidadãos de bem,  poderá resolver.

Em primeiro lugar, o patrimonialismo do poder público é um grande imobilizador dos avanços no Brasil. Nesse âmbito, Sérgio Buarque define  que o Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, menos ainda, uma integração de certos grupos. Todavia, as críticas ao atual governo por parte da imprensa mostram que o nepotismo é um fator presente em plena era republicana

Outro ponto, é a conduta oportunista adotada como um ideal benéfico. Entretanto, Descartes  afirma que é dever de toda pessoa tomar decisões como um ato moral, de tal modo, que não prejudique outras pessoas. No entanto, a ação de tirar proveito do outro praticada há muitos séculos pelos colonizadores estrangeiros ainda é muito evidente na atualidade.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mudar esse cenário. Nessa ocasião, as escolas poderiam incluir o ensino de ciências pólíticas e ética na grade curricular dos alunos. Além disso, cada indivíduo também deve fazer a sua parte refletindo sobre o efeito que suas ações exercem sobre a sociedade. Desta forma, tordos tornar-se-ão mais fundamentados e preparados para uma intervenção de contraste afastando-se dos paradigmas do séculos passados.