ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional
Enviada em 11/06/2021
No Brasil atual tornou-se prática comum a atribuição do estado nacional à terceiros, sejam eles os governantes, prefeitos, deputados, e até mesmo os próprios eleitores. Aos olhos da população, as inconsistências da nação seram sempre de responsabilidade política, jurídica, executiva, mas nunca do social em si, algo que carece de uma falta de responsabilidade coletiva.
Em primeiro lugar vale ressaltar que, embora o país tenha se tornado uma República, os cidadãos não agem como republicanos, mas como tiranos. No sentido mais amplo da palavra isso quer dizer que se tornou de responsabilidade da sociedade julgar e condenar quem de algum modo discorda da vontade geral. Não há espaço para diferenças nesse novo Brasil, pensar diferente, ser diferente, agir diferente.
Nesse sentido fica claro o rumo de tal sociedade, aumento dos casos de violência, preconceito, vandalismo e discursos de ódio. Não podendo deixar de destacar o papel das redes socias nesse conflito, haja vista que o povo clama por um “país melhor” de igualdade e justiça, mas basta uma prévia pesquisa em redes como o Twitter e Facebook para se ter uma noção da conflituosa relação entre os próprios brasileiros. Uma nação indivualista e antipática se torna cega para os verdadeiros problemas socias, como podemos observar em um trecho do discurso de Rousseau “O homem civil é apenas uma unidade fracionária que se liga ao denominador, e cujo valor está em sua relação com o todo, que é o corpo social”, ou seja, o Brasil só irá conquistar a tão sonhada paz quando todos se tornarem um só, quando o respeito e a empatia pelo próximo for mútua.
Nessa perspectiva, campanhas e cartilhas via digital ou impressa ministradas pelo Governo Federal, seram de extrema importância para que os cidadãos tenham real conhecimento dos seus direitos e principalmente dos seus deveres. Palestras executadas pelas Prefeituras em Instituições de Educação também devem ocorrer, possibilitando assim que a educação ética ocorra desde a infância, garantindo adultos responsáveis e cientes do seu papel como parte de uma sociedade civil e democrática.