ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional
Enviada em 25/07/2022
O conceito de “Corpo Biológico”, para o sociólogo Émile Durkheim, consiste em uma sociedade interdependente e, principalmente, dotada de coesão e igualdade social. Nesse sentido, infere-se a discrepância entre o modelo proposto por Durkheim e aquilo observado na sociedade brasileira hodierna, ainda mais no que diz respeito à visão individual frente à ética nacional. Assim, ressalta-se as condições maléficas propiciadas pela temática, atrelada a uma herança moral histórica e ao sentido de autopreservação pessoal.
Inicialmente, convém ressaltar a ligação entre a problemática e o passado brasileiro. Nesse viés, vale-se do período colonial no Brasil, marcado, desde a gênese, pelo individualismo extremo, como atesta a figura solitária do Senhor de engenho, e por um moralismo excludente explícito. Nessa perspectiva, vê-se o início de uma raiz histórica da mazela, que definiu as bases para o atual distanciamento do indivíduo à cultura que o cerca, alicerçado sobre uma perspectiva egoísta e sobre uma moral retrógrada, que resulta em um maléfico egocentrismo que cerca a moral. Desse modo, vê-se o caráter problemático do tema e a importância de mudanças no meio.
Outrossim, a tentativa de conservação de uma visão límpida de si mesmo atrela-se à questão. Nesse âmbito, faz-se contundente o pensamento do psicanalista Sigmund Freud, que definia a tentativa de autopreservação do indivíduo como um dos fatores fundamentais da própria psique, levando o cidadão a até mesmo mentir para manter o caráter social. De modo análogo, o indivíduo cria uma visão fixa acerca da ética que o cerca, atrelada geralmente ao cetismo, que apenas contribui para a visão de distanciamento do homem em relação aos problemas do meio, como, por exemplo, ao definir como únicos culpados das crises os políticos.
Portanto, infere-se o caráter maléfico da manutenção da problemática e a impreterível importância de seu combate. Desse modo, cabe ao Governo federal criar programas socias, a partir de projetos de lei, que, desde o início da formação escolar individual, conscientizem o cidadão da melevolência do individualismo exacerbado e do distanciamento dos problemas, de modo a reduzir a influência da temática no meio. Assim, aproxima-se daquilo proposto pelo sociólogo.