ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional
Enviada em 04/03/2022
No mundo assistido dos Peaky Blinders, a imposição de regras e o temor do povo são facilmente observados, visto o seu governo autoritário e corruptivo que não admite insatisfações populares. Análogo a isso, tem-se alguns governos executivos, os quais não se mostram adeptos às opiniões do seu povo e, tampouco, omite suas ações antiéticas. Mediante isso, há uma nação que se sente em um governo ditatorial e corrompidos ao buscar uma vida melhor.
Sob primeira instância, a própria sociedade colabora ativamente nesse cenário questionável. Visto isso, para Jeremy Bentham e o utilitarismo, a vontade da maioria, discutida de forma consensual e por todos, gerariam as leis e normas daquele lugar, contribuindo com a democracia. Todavia, o indivíduo, ao não tomar conhecimento de seus candidatos ou por se absterem do seu direito de votar, reclama tardiamente pelos atos desses eleitos, alegando irem contra os prncípios éticos nacionais. Dessa forma, é indubitável que não se atingirá um país de governos plausíveis, já que o mesmo não possui cidadãos “corretos”.
Ademais, os políticos apenas agem conforme sua moral, que fora constituída mediante aquilo que conviveu e lhe foi ensinado. Portanto, para Hanna Arendt, esses agem apenas como lhes foram instruídos que, por ser algo que acontece com frenquência deixa de ser banal, tal como o desvio de verbas públicas que se tornou comum em grande parte dos mandatos políticos. Porém, cabe aos indivíduos entender que, ao abrirem mão de seu estado de natureza, onde vivia livre, para um Estado controlador e apaziguador, seria hipocrisia criticá-lo perante suas escolhas políticas, principalmente quando esses mesmos o escolheram como representante democraticamente.
Infere-se, portanto, que a ação ética de cada um contribui ativamente para a formação nacional. Diante disso, cabe a cada um desses buscar viver e agir corretamente, por meio de ações éticas e em consoância com as leis que regem o país, para que assim, possam ser coerentes ao repudiar ou questionar as ações de seus superiores. Com isso, essas novas formas de vivência humana seriam notadas a partir da ausência de ações simples, desde ‘‘furar’’ fila a golpes financeiros entre os não políticos.