ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional
Enviada em 11/06/2022
Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 1°, a cidadania é defenida como o direito de participação do indivíduo nas ações estatais. Dessa maneira, é fundamental para o cidadão pautar suas práticas em princípios ético, pois as consequências de suas práticas podem emergir em toda a conjutura social, já que, pelo que lhe é conferido pela lei, ele é um agente formador dessa sociedade. Por conseguinte, urge refletir sobre a postura do indivíduo frente ao corpo nacional para se estabelecer a universalidade das leis e adotar um posicionamento ativo.
Sob esse viés, todas as ações dos cidadãos devem ser legítimas, só assim serão pertinentes ao desenvolvimento nacional. No que tange a isso, o filósofo Immanuel Kant afirma que é primordial usar o “Imperativo categórico”, ou seja, agir de acordo com o que produzirá o bem para a sociedade, pois é o mais correto e racional a se fazer. Nesse sentido, no exercício da cidadania é preciso evadir das críticas superficiais e despretenciosas, e aderir à proatividade na resolução das problemáticas comunais.
Ademais, para que a população possa conviver em um país mais ético, é de grande importância a consolidação das leis. No que se refere a isso, o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro “O cidadão de papel”, argumenta que, no Brasil, o código de leis é ineficaz, sobretudo no que diz respeito à promoção de uma sociedade moralmente sólida. Nesse contexto, deve-se garantir a efetividade da Constituição para que o brasileiro possa prosperar frente a um Estado íntegro.
Em suma, é imprescindível questionar a posição do cidadão frente à ética nacional. Para isso, cabe ao Estado, por meio do investimento governamental, criar a Extensão da Praça Pública (EPP), um órgão responsável por integrar e organizar a população frente às medidas estatais. Além disso, serão criados pleibicitos para que a cidadania possa votar (via aplicativos ou urnas eletrônicas, por exemplo) e implementar políticas que serão julgadas como coerentes. Com isso, tem-se a finalidade de garantir a plenitude da ética no Brasil.