ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 27/02/2023

A obra naturalista “O Cortiço”, produzida por Aluísio Azevedo, expõe a vida do protagonista João Romão, personagem esse que usava da desonestidade para subir na vida. Ao sair do campo literário e fazer uma análise da atual conjuntura brasileira, nota-se que a ética nacional é negligenciada pelo indivíduo. Logo deve-se discutir as raízes históricas dessa questão, visto que a banalização da moral e a corrupção social são causas da problemática.

Diante disso, em uma primeira análise, é importante pontuar como naturalozar o problema cria uma crise de valores na sociedade. Depreende-se que, a filósofa Hannah Arendt, em sua expressão “banalisar o mal”, deixa em evidência lacunas sociais, onde indivíduos que não se preocupam com o bem comum, passam a ter ações de hostilidade no meio social. Como resultado, inúmeras pessoas são vítimas da não aplicação dos valores éticos e morais. Desse modo, é imprescindível o pensamento coletivo para o bem estar social ser efetivado.

Além disso, é importante relacionar a pouca ética nacional com a corrupção popular. Existem parâmetros de ética e cidadania que colocam o indivíduo em prova, como atitudes pequenas do cotidiano, o respeiro a leis negligenciadas, como parar na faixa de pedestres ou respeitar a vaga para deficientes e filas preferênciais. Dessa forma é essencial entender a necessidade que a ética tem na formação de uma sociedade justa.

Fica evidente, portanto, a necessidade do incentivo da formação de cidadãos íntegros. Por isso o Estado- principal imediato em garantir o bem-estar social- juntamente com o Ministério da Educação, deve implantar no planejamento escolar a disciplina ética e moral, afim, de assegurar uma educação forte e estabilizada. Tal medida deve ser realizada por meio de palestras em ambiente escolar, pois como diz o filósofa Pitágoras " Educai as crianças e não será necessário castigar os homens". Afinal, condutas como a do João Romão devem ser evitadas.