ENEM 2009 - O indivíduo frente à ética nacional

Enviada em 08/02/2024

Na música “Que país é este” do Legião Urbana, evidencia que apesar corrupção que atinge todos os âmbitos da sociedade e ninguém respeitar às normas e às leis do país, todos acreditam no futuro da nação. É nesta perspectiva que a falta de ética individual representa uma afronta à ética nacional e o futuro do país. Prova disso, são as pessoas que recorrem ao famoso “jeitinho brasileiro” para atingir seus objetivos, mas exigem do outro sempre ética, boa-fé e lealdade.

Dessa maneira, segundo o filósofo Rousseau, “o ser humano nasce bom, a sociedade que o corrompe”. Assim, a falta de ética compromete não só o carácter individual, mas também coletivo da sociedade. Desse modo, o comportamento de burlar normas, leis e poderes pode facilmente incitar à fraudulência, à criminalidade e à violência, sendo representado no cenário brasileiro pela figura do malandro. Visto que, o homem por natureza não é corrupto, mas para sobreviver em ambientes hostis, de muita desigualdade social e opressão ou para alcançar seus objetivos de maneira mais fácil, pode acabar se corrompendo.

Além disso, a ausência de ética representa um risco ao futuro do país, pois a não observância de leis nem poderes pode ocasionar um estado de anarquia por emperrar a máquina pública, gerar morosidade da justiça e acentuar questões sociais. Dado que, segundo o livro Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda: o brasileiro tem a tendência tratar o que é público como uma extensão da sua casa e família para escapar das formalidades e burocracias. Assim, como fica evidente nos 3,89 milhões de famílias ricas que receberam o auxílio emergencial mesmo ser ter direito, em contrapartida, ao 39% das famílias faveladas que não receberam, segundo o Instituto Locomotiva. Uma vez que, com a corrupção a justiça tarda.

Portanto, a falta de moral e ética é um insulto à justiça, além de condenar o futuro de uma sociedade. Então, cabe ao governo por meio de pessoas do emprego de pessoas honestas coibir qualquer tipo de corrupção por meio de leis, fiscalização e uma justiça mais rigorosa por meio da criação de ouvidorias para denúncia desses pequenos casos de corrupção e a aplicação de multas pela justiça a essas pessoas. Ainda, cabe ao governo investir mais em políticas sociais para minorar as desigualdades, como o programa Proeja.