ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso

Enviada em 30/03/2020

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde, feita em 2016, em mais de cinquenta países e com milhares de entrevistados, resultou em 60% destes demonstrarem possuir alguma visão negativa sobre o envelhecimento. Ademais, em empresas, por muitas vezes, pessoas que chegam em seus sessenta anos sofrem demissões, e são substituídas por empregados mais jovens. Para melhorar este cenário, deve-se combater o preconceito etário, e buscar a inserção dos idosos no mercado de trabalho.

Primeiramente, a base de toda a desvalorização de indivíduos na terceira idade é o etarismo. De acordo com Jérôme Pelissier, pesquisador francês do Observatório do Ageísmo, “há uma ideologia, difundida permanentemente, na qual tudo em relação ao envelhecimento é obrigatoriamente negativo”. De acordo com a organização, ainda, em 2016, apenas 6% dos papéis em filmes franceses foi destinado a atores nessa faixa etária, o que constitui um exemplo da existência de tal discriminação na sociedade, e, assim, demanda que haja conscientização sobre a causa.

Outrossim, surge a questão do idoso na cena laboral. É pelo pensamento citado anteriormente, que o cidadão sênior é atribuído a defeitos como lentidão, ignorância e improdutividade, segundo a Comissão de Direitos Humanos da USP. Aos de maior idade que desejem seguir empregados, algo cada vez mais comum, é vital a criação de programas para sua contratação, como é o caso da rede de supermercados Pão de Açúcar e seu Programa da Terceira Idade, que já realizou centenas de contratações desde sua criação, e, por vez, prova sua eficácia.

Em suma, o Governo Federal deve, por meio do Ministério da Cidadania, realizar campanhas de conscientização contra o idadísmo, propagadas nos meios de comunicação. Deve, também, realizar campanhas para a admissão de idosos que almejem continuar no mercado de trabalho, mediante parcerias entre o Ministério da Economia e a iniciativa privada. Assim, pessoas na terceira idade serão mais valorizadas pelo coletivo social, e terão mais direitos assegurados pelo Estado.