ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso
Enviada em 30/03/2020
É de extrema importância ressaltar, desde já, que os idosos também possuem importância na sociedade como um todo. Pelo contrário, não é assim que uma grande parcela da massa populacional geralmente pensa. Para estes, pessoas com mais idades acabam perdendo aos poucos seu valor trabalhista, pois alguns ficam incapazes de exercer algum tipo de profissão. analisando então a situação apresentada, vê-se a necessidade direta de uma maior viabilização dos direitos trabalhistas aos idosos, ou até mesmo de visibilidade à estes na comunidade.
Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre 2012 e 2017, a população brasileira de idosos alavancou de 25,4 mi. para mais de 30,2, ou seja, um aumento de 19,5% de pessoas. No mesmo período, o número tanto de homens quanto de mulheres com 60 anos ou mais nos albergues públicos subiu de 45,8 mil para 60,8 mil, sendo assim um aumento de 33%. Esses dados solidificam as informações para chegar a uma conclusão esperada para aqueles que pesquisam sobre o assunto, que é justamente a de que pessoas perdem seu valor proporcionalmente à medida com que vão envelhecendo.
Também é de suma notoriedade ressaltar que idosos estão na maioria dos grupos de risco de mortalidade, então necessitam prioridade e mais cautela quanto a seus estados clínicos e psicológicos. Assim, um tema quase naturalmente apresentado quando se fala da prioridade em tais casos, é a perigosa pandemia de COVID-19, na qual os idosos são os que apresentam mais risco e consequentemente necessitam mais cuidado e atenção. Contudo, uma grande parte destes não possui condições de tratar sua higiene sozinhos, e também não têm amparo familiar para isso.
Se já não bastassem tantas dificuldades, os idosos ainda enfrentam vastos obstáculos para conseguir sua aposentadoria. Dentre eles, sabe-se que os benefícios, para aqueles que sequer conseguem o dinheiro, não são suficientes, para manter a saúde, alimentação, moradia, vestuário, transporte, higiene, lazer e educação, e que os reajustes realizados não têm acompanhado a alta do custo de vida que atravessa o nosso país.
Em suma dos assuntos apresentados até então, fica claro que para melhorar a qualidade de vida de pessoas acima dos 60 anos e lhes proporcionar uma velhice mais tranquila, são necessárias medidas trabalhistas governamentais mais amplas, como maior facilidade de acesso à aposentadoria, ou até mesmo campanhas públicas que ressaltem a prioridade de tais grupos na sociedade, como em estacionamentos, filas, entre outros.