ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso
Enviada em 04/11/2020
Na antiguidade clássica greco-romana a velhice era vista como um estágio de declínio e decrepitude. Hodiernamente, esse cenário não se tornou diferente, visto que a valorização dos idosos, na sociedade brasileira, ainda não foi efetivada. Sendo assim, faz-se necessário avaliar tanto as consequências do aumento da expectativa de vida dos idosos, como também o sentimento de impotência sentida por eles cotidianamente.
A priori, vale destacar que de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o Brasil vêm envelhecendo rapidamente, sendo 14,3% o número de idosos em relação à população total. Todavia, o bem-estar deles não acompanha proporcionalmente seu crescimento. Visto que, a falta de estruturas de lazer, falta de acompanhamento físico e psicológico, e a falta de acessibilidade em locais públicos contribuem, segundo o G1, para aumento exponencial dos indíces de depressão em pessoas com mais de 60 anos. De maneira, a mostrar como eles acabam percebendo e absorvendo todo esse descaso e desvalorização, até mesmo inconscientemente.
A posteriori, é importante ressaltar o sentimento de impotência que os idosos sentem em relação ao seu papel na sociedade. No filme “Um Senhor Estagiário” é retratada a história do idoso Ben que, depois de aposentado, se inscreve como estagiário em uma empresa de moda, e, logo, conquista não só a todos os colegas de trabalho, como também mostra a eles o seu papel significativo dentro da empresa. Fora da ficção, essa é uma situação incomum no mercado de trabalho, visto que pessoas com mais de 60 anos, que ainda trabalham, passam a sofrer preconceito devido a associação de sua idade à sua “inutilidade”. Dessa forma, a contribuição desses idosos no nosso cotidiano, que poderia ser de grande importância, é ignorada pelo simples senso comum.
Consoante a Lei da Inércia, de Newton, um corpo tende a permanecer em movimento ou parado, até que uma força externa atue sobre ele. Dessa forma, para que a sociedade brasileira não se mantenha inerte à problemática, faz-se necessário que o Ministério da Cidadania, em parceria com Instituições privadas de Infraestrutura, invistam em um projeto que, por meio de estímulos financeiros e voluntários, realizem a construção de espaços de lazer aos idosos, como: praças, bares, discotecas e clubes, assim, objetivando o bem-estar deles. Além disso, cabe uma parceria com ONGs que proporcionem- mensalmente- feiras de saúde física e emocional, tendo como voluntários fisioterapeutas, médicos e psicólogos que façam um acompanhamento desses idosos. A fim de que a citação “O importante não é viver, mas viver bem” de Platão, se efetive na vida e na valorização dos nossos idosos.