ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso
Enviada em 11/05/2022
Historicamente, ser idoso conceituou diversos significados. A palavra em si e o papel desse indivíduo mudavam, sobretudo, ao considerarmos a sociedade e o reconhecimento dado à ele. Exemplifiquemos, por meio do papel do idoso na Grécia Antiga - com enfâse à cidade-estado Esparta - em que um sujeito, ao atingir 60 anos de idade, poderia fazer parte da Gerúsia (Senado) e ter o poder de julgar a todos, inclusive o rei.
Em contrapartida, durante a Idade Média, o idoso tinha outra atribuição - esta não estava diretamente ligada à idade. Qualquer indivíduo que se tornava incapaz de servir ao senhor feudal era considerado idoso e, automaticamente, acabava excluído socialmente. Nesse período, o idoso era visto de forma dessemelhante se comparado ao idoso espartano. No Brasil contemporâneo, chegamos a outra visão do idoso e, consequentemente, outra visão de sua valorização.
Um indíviduo que atinge essa fase da vida se torna prioridade coletiva. Além disso, ser idoso deixou de ser sinônimo de ser velho, já que, hoje em dia, a velhice se assemelha a um estado em que a pessoa não sente propósito em participar social e culturamente, não dependente da idade. Enquanto, o idoso atual é um sujeito que atingiu certa idade e que pode ou não se sentir na velhice, mas que viveu o suficiente para possuir uma sabedoria, esta muito enaltecida no meio familiar - o chamado “conselho de vó”.
Em suma, compreendemos que apesar de sua desvalorização anterior, o idoso é importante para a união do corpo social atual. Portanto, para que ele continue a ser apreciado, devemos ofertá-lo oportunidades para melhor transmissão de seu conhecimento - indo além do âmbito familiar - chegando à grandes públicos, como uma palestra. Dessa forma, com a organização do governo municipal, podemos tirar os idosos de seus lares e fazer com que sua reflexão e sensatez cheguem a outros.