ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso

Enviada em 19/07/2023

“O importante da vida não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga é a qualidade de vida e não a simples existência o que deve ser valorizado. Porém, mais de dois mil anos depois, “viver bem” ainda se mostra uma difícil tarefa para os idosos que enfrentam a violência no Brasil, haja vista os altos índices de violações em diversos ambientes, como no próprio lar. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil: o descaso governamental e a falta educacional.

Por conseguinte, é importante destacar, que a inoperância estatal é um fato preponderante para a ocorrência de inúmeros abusos, sendo estes praticados com atos, tais como, tratamento com menosprezo, negligência e ameaças impostas aos longevos. De acordo com Thomas Jefferson, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que esses cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, o que, infelizmente, é evidente no país. Nesse sentido, cabe avaliar se o Estado brasileiro segue este ideário na elaboração de seus decretos.

Por outro lado, é fulcral salientar a culpa de parte da população, a degradante situação dessa classe desfavorecida que apresenta entraves em suas vidas, como a falta de segurança e liberdade de expressão, por causa disso comprometem a valorização desses grupos minoritários no país. “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, assemelha-se ao limite nos costumes da população voltados para a política e o poder, e, com efeito disso, os idosos perdem sua visibilidade na sociedade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de especialistas, promova palestras e discussões acerca do tema, o qual irá abordar questões sobre a importância de valorizar os cidadãos com mais de 60 anos, a fim de reeducar a todos e desconstruir hábitos preconceituosos para melhorar o convívio dentro da sociedade. Deste modo, espera-se que os indivíduos em questão recebam uma maior atenção do Estado e a sociedade, para que possam, finalmente, “viver bem”.