ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso
Enviada em 03/11/2023
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, assegura os direitos de toda população. No entanto, verifica-se que esse pressuposto é constado apenas na teoria quando se observa a deficiência de medidas que visem a valorização do idoso. Logo, torna-se necessário analisar essa problemática, entre as quais se destacam a negligência governamental e o preconceito.
Primeiramente, a respeito da carência de valorização ao idoso, destaca-se a negligência governamental. O Estatuto da Pessoa Idosa assegura gratuidade de medicamentos, além de medidas que visam proteger e dar prioridades às pessoas idosas. Entretanto, a população de maior idade não possui seus direitos efetivados, devido à ausência de centros de acolhimentos para a população senil, com infraestrutura adequada e a falta de cuidados básicos, como higiene e saúde. Dessa forma, o descaso governamental contribui para desvalorização desse grupo e, consequentemente, violação dos seus direitos.
Outrossim, o preconceito soma-se à deficiência da valorização do idoso, já que ele ainda é um tabu para o corpo social verde-amarelo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 56% dos brasileiros com mais de 50 anos já se sentiram vítima de algum tipo de rejeição ligado à idade. Sob esse viés, esses indivíduos sofrem discriminação, por causa dos estereótipos associados ao envelhecimento que não são positivos, pois os idosos são associados a um ser incapaz, sem vontade e frágil. Desse modo, a intolerância gera exclusão e, até mesmo, violência física e psicológica contra esses indivíduos.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfrentados pela ausência governamental e o preconceito. Assim, cabe ao Governo Federal, órgão responsável por proteger os direitos e liberdades individuais, fazer campanhas sobre a valorização dos idosos e ampliar centros de acolhimentos para pessoas com 60 anos ou mais, por meio de políticas públicas e assistência social, com o objetivo de reconhecê-los como seres humanos dignos de todo o respeito e garantir a sua proteção.