ENEM 2009 (Prova cancelada) - Valorização do Idoso
Enviada em 04/11/2023
O filósofo Thomas More, em sua obra “Utopia”, retrata uma civilização perfeita
e idealizada, a qual é caracterizada pela ausência de mazelas sociais. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, observa-se uma oposição à obra de More, já que não é discutido sobre a valorização do idoso. Diante disso, esse panorama ocorre não só pelo descaso governamental, mas também pelo preconceito.
Primeiramente, destaca-se o descaso governamental como um dos principais impulsionadores do revés. Segundo o célebre filósofo John Locke, o Estado é responsável pelo bem-estar coletivo. Em contrapartida, esse pressuposto é constado apenas na teoria, já que o desinteresse do governo em relação à valorização do idoso não promove o bem-estar coletivo. Com isso, é imprescindível que ações sejam tomadas pelo poder público para que esses indivíduos não fiquem à margem da sociedade.
Outrossim, o preconceito no corpo social atua como um outro fator da problemática. De acordo o conceito de “Dignidade humana”, do filósofo Kant, é dever do ser humano, enquanto ser racional, tratar os demais com respeito, sejam eles quem forem. Todavia, ao analisar o contexto nacional, vê-se uma lacuna entre a teoria e a prática, uma vez que a sociedade considera as pessoas mais velhas incapazes de fazerem atividades comuns, como estudar e trabalhar, por conta da sua faixa etária. Nesse sentido, é inaceitável tal conduta, em pleno século XXI, ainda se perpetuar no Brasil.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfrentados pelo descaso governamental e pelo preconceito. Assim, cabe ao governo federal, enquanto garantidor do bem-estar social, com o apoio do Ministério da Educação, realizar projetos de conscientização em relação à valorização do idoso, por meio de campanhas nas escolas e nas ruas, com o objetivo de atenuar o preconceito em relação aos idosos. Dessa forma, pode-se concretizar a “Utopia” de Thomas More.