ENEM 2009 - Qual o efeito em nós do "Eles são todos corruptos?"

Enviada em 22/11/2020

Na primeira metade do século 19, a principal expressão literária no território nacional era o romantismo, que se caracterizava pelo estilo simples e pela idealização do Brasil e dos moradores do país, e seguia uma “receita narrativa” para atrair novos leitores burgueses. Porém, uma das obras chama a atenção: “As Memórias do Sargento da Milícia” mostra o primeiro brasileiro “mentiroso”, chamado Leonardinho Pataca. Por outro lado, quando analisamos a pós-modernidade, descobrimos que os retratos em quadrinhos de nossa sociedade e das pessoas são na verdade espelhos que refletem a crescente desonestidade e indiferença que precisam ser discutidas.

Em primeiro lugar, é preciso entender que resolver os problemas morais do Brasil não é apenas uma crítica à corrupção. A partir do passado histórico do nosso país, podemos apontar a enorme integração de diferentes culturas, hábitos e formas de entender o mundo, formando um rico patrimônio de identidade. No entanto, a integração sócio-cultural viola as ideias de respeito e integridade: os preconceitos preocupantes permanecem nas suas mais diversas áreas, restringindo assim a compreensão da diversidade e da liberdade de expressão pessoal.

Por exemplo, em termos de violência pessoal ou violência simbólica, a banalização de nossas questões morais é um problema que se soma aos problemas existentes. Os brasileiros se acostumaram a reclamações isoladas, que não conduzem a uma ação eficaz e são propícias à luta para entender o status quo com ações desonestas em escala política. No entanto, as pessoas apreciam os métodos convencionais do Japão de evitar regras e lógica jurídica. Um país que está em “Leonardinhos” há muito tempo apresenta uma crise de caráter e representação coletiva.

Portanto, diante de tais problemas, segundo a linguagem de Machado, não devemos fechar os olhos às sardas e às borbulhas sociais. Portanto, é urgente que escolas e famílias dialoguem e promovam o debate com jovens e crianças para estimular a consciência crítica e a responsabilidade social. Por sua vez, as ONGs podem desenvolver campanhas interativas para envolver direta e ativamente a comunidade. Por fim, a mídia deve promover publicidade inteligente, o que exige que os indivíduos se oponham à ética brasileira. Com o esforço e o apoio incessantes de todos os grupos sociais, é possível buscar estabelecer respeito, tolerância e honestidade.